Profissionais de Saúde de São José participam de capacitação em Libras

  • Primer TV
  • 25/Sep/2019
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  • A atividade visa favorecer a acessibilidade da comunidade surda aos serviços ofertados pela rede de saúde do Município

A Prefeitura de São José, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e Núcleo de Educação Permanente, iniciou o processo de capacitação dos profissionais da rede municipal de Saúde em Libras. O objetivo é difundir o uso da Linguagem Brasileira de Sinais entre os servidores e favorecer a acessibilidade da comunidade surda aos serviços ofertados pela saúde no Município. 

As aulas acontecem na Escola de Formação em Saúde (EFOS), em parceria com a Fundação Educacional de São José (Fundej), às terças e sextas-feiras, com previsão de conclusão para o mês de novembro. Neste primeiro momento, a qualificação alcançará cerca de 50 técnicos de enfermagem para facilitar a comunicação entre os usuários surdos e os profissionais da Saúde. 

O curso é ministrado pelo professor de Letras do USJ, João Neto
Oliveira. 

Segundo a secretária de Saúde, Sinara Simioni, a administração tem buscado a parceria com diversas instituições para que o atendimento aos usuários do sistema sejam feitos da melhor maneira possível, principalmente, no quesito inclusão social. “Essa capacitação é importante para garantir a acessibilidade dos usuários deficientes 'auditivos, pois prepara nossos profissionais para ofertarem um atendimento mais humanizado, digno e de qualidade”, destaca Sinara.

O curso é ministrado pelo professor de Letras do USJ, João Neto Oliveira, e tem duração de 30 horas/aula. “Durante as aulas serão trabalhados alfabeto, manual de Libras, numerais entre outros elementos para consolidar a capacitação dos profissionais de forma que eles possam ofertar um acolhimento mais humano à comunidade surda nas unidades de saúde do município”, explica João.

Nos encontros são abordadas ainda questões como legislação referente ao tema, cultura e identidade das pessoas com surdez. Dentro da programação e metodologia didática, os alunos contribuem com a capacitação, participando de simulações do atendimento com o profissional. 

Para Andréa Mathias Piva, técnica de enfermagem que atua na Policlínica de Forquilhinha, o curso propicia um acolhimento diferenciado ao paciente. “Achei brilhante essa iniciativa, pois além de possibilitar a inclusão, promove a superação de barreiras de comunicação com esses pacientes. O curso me trouxe um olhar mais sensível para o tema”, avalia Andréa.

A formação está prevista na Lei n° 6.300/2019, que assegura a possibilidade de disponibilizar profissionais aptos a se comunicar em Libras nas unidades e nos órgãos da rede pública de saúde para prestar atendimento à população. A lei é válida para hospitais, hemocentros, farmácias, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Imagens: Divulgação Secom/PMSJ

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