74 municípios de Santa Catarina estão infestados pelo Mosquito Aedes aegypti.

A informação divulgada pela DIVE- Diretoria de Vigilância Epidemiológica-, após analisar os dados coletados no período de 1° de dezembro de 2017 até o dia 1° de setembro deste ano. Pelo levantamento, este número representa um aumento de 21,3%,se comparado com o mesmo período do ano passado.

Veja a lista dos municípios infectados



O mosquito Aedes aegypti é o responsável pela transmissão do vírus de três doenças:

Dengue

Doença infecciosa febril causada pelo arbovirus, transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes Aegypti infectado.

Sintomas



A primeira manifestação da dengue é uma febre alta, entre 39° e 40°, que pode durar de dois a sete dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Em 50% dos casos pode apresentar manchas no rosto, no tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.

Nos casos graves, há sangramento de mucosas (nariz, gengivas) dor abdominal intensa r contínua, vômitos persistentes, letargia, sonolência ou irritabilidade, hipotensão e tontura são considerados sinais de alarme. Segundo  DIVE, alguns pacientes podem, ainda, apresentar manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade.

Chikungunya

Infecção viral causada pelo vírus chikungunya, com sintomas abruptos de febre alta, dor articular intensa, dores de cabeça e muscular, podendo ocorrer erupções cutâneas.  A DIVE  alerta para que as pessoas que estiveram, nos últimos 14 dias, em cidades com a presença do Aedes Aegypti ou com a transmissão de chikungunya  e que apresentem os sintomas acima descritos, que procurem uma unidade de saúde.

Zika

Também chamada de Febre do Zika Vírus (ZIKAV), também é transmitida pela picada do Aedes aegypti infectado. Manifesta-se como uma doença febril aguda, com duração de três a sete dias, geralmente sem complicações graves.

Florianópolis, São José e Palhoça fazem parte da lista, mas estão na área de baixo risco.

(Ver mapa da situação dos municípios infectados)



E, como em praticamente todos os municípios infestados, a causa é uma só: falta de atenção no combate ao mosquito.

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti:
  • evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;
  • guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
  • mantenha lixeiras tampadas;
  • deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
  • plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
  • trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
  • mantenha ralos fechados e desentupidos;
  • lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
  • retire a água acumulada em lajes;
  • dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;
  • mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
  • evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
  • denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
  • caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.
 

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